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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Apple investe 3,9 bilhões em displays com Tecnologia IPS

Empresa tem acordo com a LG para fornecer a tela retina display que usa IPS.
A Apple investirá 3,9 bilhões de dólares para atender à demanda pelo fornecimento de um número limitado de pequenos e médios displays para smartphones e tablets. A empresa tem um acordo com a LG Display para fornecer a tela retina display, que usa a avançada tecnologia in-plane switching (IPS).




A tecnologia IPS é responsável pela maior estabilidade da imagem na tela, mesmo quando tocada. Além disso, o painel possui um ângulo de visão superior ao encontrado em produtos convencionais e chega a atingir 178º, o que elimina a refração e produz cores consistentes, independente do ângulo de visão. Isso significa que não há alteração na qualidade da imagem, quer seja o painel visualizado de frente ou dos lados.

O tablet da Apple ficou famoso pela qualidade das imagens na tela, que são muito precisas. O aparelho usa um painel de 9.7", com IPS e LED (Light Emitting Diode) Backlight Unit (BLU). Os principais diferenciais competitivos de tablets e smartphones são o display e o touchscreen. Com o ingresso de vários tablets no mercado, a competição por acessórios originais está se tornando cada vez maior e é por isso que a Apple vem buscando assegurar o fornecimento de telas com tecnologia avançada.

Segundo especialistas, a maior inovação da tecnologia IPS é o alinhamento horizontal das moléculas de cristal líquido. É esse aprimoramento que torna possível controlar as alterações normais de luz e cor. Uma das principais vantagens da tecnologia é o rápido tempo de resposta do cristal líquido, que garante uma conversão de luz e cor muito mais suave em cada ponto da tela. É assim que a tecnologia IPS reduz a retenção de imagens em cenas dinâmicas e consegue sempre exibir movimentos perfeitos e fluidos, como em cenas de corridas de carro ou tiros disparados de um avião.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Apple quer controle sobre conteúdo vendido fora da App Store

A Apple comunicou a alguns desenvolvedores de aplicativos, incluindo a Sony, que não será mais permitida a venda de nenhum tipo de conteúdo que não seja através da App Store. Ou seja, está proibida a comercialização de e-books ou músicas a partir de um de seus aplicativos, bem como o uso de qualquer produto ou serviço comprados fora da App Store.




Segundo o caderno de tecnologia do jornal NY Times, a empresa já rejeitou um aplicativo da Sony, feito para o iPhone, que permitiria aos clientes a compra de livros eletrônicos da Sony Reader Store, uma espécie de livraria virtual. O presidente da divisão de leitura digital da Sony, Steve Haber, afirmou que a Apple quer que a partir de agora, todas as vendas que seriam feitas através do apli cativo, sejam intermediadas pela empresa de Cupertino.
Essa mudança pode comprometer os negócios de empresas como a Amazon.com, responsável pelo Kindle. Existem diversos aplicativos gratuitos para iPad que permitem que os clientes leiam e comprem e-books. O Kindle Reader é um deles, totalmente compatível com o iOS.Mas tudo indica que esse procedimento comercial também deverá passar pelo sistema da Apple, a exemplo do que aconteceu com o software da empresa japonesa. "É o oposto do que queríamos trazer ao mercado. Nossa intenção era trazer o conteúdo para o maior número possível de dispositivos, não para um dispositivo, em apenas uma loja",reclamou o executivo da Sony.
Aparentemente a linha de raciocínio da Apple é a seguinte: Hoje a companhia faz mais dinheiro com a venda de hardware do que com música, e-books ou aplicativos.Além dos 30% do valor de todas as t ransações, seguindo as regras impostas pela própria empresa, a estratégia inclui a fidelização do cliente à loja da Apple, o que poderia aumentar as vendas de iPads e iPhones. Ganha com hardware e ganha com software. A Apple e a Amazon se recusaram a comentar a situação.